sábado, 11 de agosto de 2007

O perfume

Exibido amor!
Misturados em tesão e paixão
Gosta de marcar território,
Feito bicho no cio,
Enciumado por olhares laterais,
Alucinado e voraz, ‘comocome’ faminto!
Delicada forma animalesca de observar
E beijar, e amarrar, e desejar, e pegar...
Ser pego, beijado, desejado, aceito e lambido
Gota a gota de suor e outros líquidos nossos, absinto
Umedecem olhares, cavernas, bocas e membro
Lascívia não é pecado! Nunca foi!
Que castigo! Nada em comum acordo é proibido
Costas mordiscadas, coxas roxas, beliscadas..
Pura brasa vermelha, carmesim, vinho, laranja, linda.
E queima... Queima tudo nessa fogueira
Desejosa de quereres, favores, amores, paixão que demora
Se for para durar, que dure e doure!
Todo furor, todo amor.

Francinne Amarante

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Rapto

Indomesticável
Assim sou
Indomável
Assim vou
Vôo solo
Vôo solto
Vezes raso
Vezes alto
Vezes raro
Necessário vôo

Francinne Amarante

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Cabuloso

Não atendeste meu chamado
Cega-rega sem noção
Celebrará nada não
Chavelho de araque
Ganhaste o troféu ananás
Chibata no seu lombo
Pé de porco chinfrim
Pode chorar!
O quê? Ficaste desidratado?
Rá-rá-rá...
Chupa-cabra danificado
Dançarino sem gingado
Boca cheia de dentes encavalados
Quero nada contigo mais não!
Tens coragem de falar arrependido?
Alegrinho galhudo
Gaveta de defunto
Envelopaste o discurso patético
Verás que de belo, não tens nem o resto
Inaproveitável!
Ser exibidinho agora, vai?
Gambiarra desencapada
Pega essa guedelha e penteia, palhaço!
Vai procurar tua rima, antipático.

Francinne Amarante