terça-feira, 3 de julho de 2007


Jenner Augusto

(poesia/impressão, ao ler poesia de Francine Amarantte)

Linda a retina impregnada de sonhos
do que será (ou não) de sua poesia.
Faz lembrar de um dia em que o sonho ainda acontecia
e o acordar ainda eram sonhos.

Hoje acordo, e ainda sonho,
sem ter aquele medo
- muitas vezes medonho -
de a vida ser segredo,

ou peça pregada pelo Destino
crucificando, vivos, in via crucis,
o Sonho néscio de si mesmo:

fazendo de cada passo uma cruz;
de cada laço, uma luz;
e do abraço outra cruz.

André Teixeira (Aracaju, SE)

Quimeraessa



Que mero encanto fosse
Com’padre João e Maria
Casório do cerrado na caatinga
Se esse errado fosse certo, até daria
O padrinho atento contava os minutos
Não fosse o desengano de acabar a pilha
Talvez casamento houvesse tido
Com amor, calma, paixão e fogo no refrão
Cansados de encontros marcados, armadilha
Para a alegria de muitos, alforria!
Tristeza de João e pesadelo de Maria

Francinne Amarante

domingo, 1 de julho de 2007

Com Alma

E conte
O conto
E cante

E escute
O eco
O encanto

E dance
O som
E escreve

Francinne Amarante