quarta-feira, 2 de abril de 2008




O movimento

Do fogo e do vento

Não tem medo

Vem de dentro

É ousado

Uma dança circular

Quem quiser pode me alcançar



Francinne Amarante

Navegante

Não sei para quem escrevo

Não decoro meus poemas, apenas dôo cores

Não os leio, não os recito, porque os vivo



É fato (por mais que negue, e nego!), que alguns escritos

Ainda existam e resistam em forma de inspiração (resPiração?)

Personagens do meu livro mais cruel, aquele que ainda não foi dito



Deixo a quem ousar ser alma, aos poemas dar voz, vida

As palavras são livres, puras, libertinas, criadoras...

Os versos são barcos, leitos de naus. Me faço mAr...



Se quiser ou gostar, aventure-se!

Minhas águas são claras, vezes límpidas e tão turvas

Hora seja mergulhaDor, exploraDor, descobriDor



Faz-se sal, faz-se Sol, faz-se feixe, faz-se leitor

Um ser-marinho, um ser-tudo e nada

Apenas dissolvido, inteiro...



Mas seja sempre um pirata!





Francinne Amarante

AmarAntes

NavegAnte o Mar

Em minha nau distAnte

Milênios antes em tons azuis

Ali Eras e É Da Luz



Distal arco central

Pérola aColhida

Amada em manto

Tão Cantata!



Histórias ditas, desditas

Ecoam nas vesperatas

Terra lume, berço ilustre

Em pedras faz-se bilha



Seja da noite amante

E do dia’mante forme

Ipês-AmarElos em feixe flores

Um solo de Epiro amanhecente



Francinne Amarante

(à querida Diamantina - onde guardo minhas raízes)